quinta-feira, 16 de março de 2017

Elementos e tipos de discurso da narrativa


Elementos da Narrativa
A narração consiste em arranjar uma sequência de fatos na qual os personagens se movimentam num determinado espaço à medida que o tempo passa. O texto narrativo é baseado na ação que envolve personagens, tempo, espaço e conflito. Seus elementos são: narrador, enredo, personagens, espaço e tempo. Dessa forma, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura:
Esquematizando temos:
- Apresentação;
- Complicação ou desenvolvimento;
- Clímax;
- Desfecho.

Protagonistas e Antagonistas
A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens. Diante disso, a importância dos personagens na construção do texto é evidente. Podemos dizer que existe um protagonista (personagem principal) e um antagonista (personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história.

Narratividade e 
narração
Em nosso cotidiano encontramos textos narrativos; contamos e/ou ouvimos histórias o tempo todo. Mas os textos que não pertencem ao campo da ficção não são considerados narração, pois essas não têm como objetivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito. Podemos dizer que nesses relatos há narratividade, que quer dizer, o modo de ser da narração.

Os Elementos da Narrativa
Os elementos que compõem a narrativa são:
- Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
- Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante);
- Narrador (narrador-personagem, narrador-observador).
- Tempo (cronológico e psicológico);
- Espaço.



Tipos de discurso da narração

Discurso direto: o narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar.
Lavador de carros, Juarez de Castro, 28 anos, ficou desolado, apontando para os entulhos: “Alá minha frigideira, alá meu escorredor de arroz. Minha lata de pegar água era aquela. Ali meu outro tênis.”
Jornal do Brasil, 29 de maio 1989.

Discurso indireto: o narrador interfere na fala da personagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, mas conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador.
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou no chão o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Dalton Trevisan. Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro, 
Civilização Brasileira, 1964.

Discurso indireto livre: é uma combinação dos dois anteriores, confundindo as intervenções do narrador com as dos personagens. É uma forma de narrar econômica e dinâmica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo.
Enlameado até a cintura, Tiãozinho cresce de ódio. Se pudesse matar o carreiro... Deixa eu crescer!... Deixa eu ficar grande!... Hei de dar conta deste danisco... Se uma cobra picasse seu Soronho... Tem tanta cascavel nos pastos... Tanta urutu, perto de casa... se uma onça comesse o carreiro, de noite... Um onção grande, da pintada... Que raiva!...
Mas os bois estão caminhando diferente. Começaram a prestar atenção, escutando a conversa de boi Brilhante.


Por Marina Cabral - Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br

A arte de ser feliz - Leitura e interpretação textual

A ARTE DE SER FELIZ
Cecília Meireles
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Glossário
Aspersão – Substantivo feminino que significa ato ou efeito de aspergir água ou outro líquido. Borrifar, espalhar, jogar água ou outro líquido. Na liturgia, no batismo por aspersão, a água é borrifada, espalhada ou chuviscada sobre o batizando.
Félix Lope de Vega – Dramaturgo espanhol nascido em Madri, fundador da comédia espanhola e um dos mais prolíficos autores da literatura universal.
Cecília Meireles – Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.

QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1 – Qual a temática tratada nesse texto?
Fala sobre a felicidade que existe nas pequenas coisas cuja percepção depende da nossa capacidade de olhar.

2 – Podemos dizer que esse texto está escrito em 3ª pessoa? Justifique a sua resposta.
Não, porque o texto apresenta um narrador personagem, portanto está escrito em 1ª pessoa.

3 – Segundo o escritor Henry Ward Beecher, “A arte de ser feliz está no poder de extrair felicidade de coisas comuns.” Esta citação vem de acordo ao expressado no poema de Cecília Meireles? Justifique.
Sim, a autora deixa claro que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples do nosso cotidiano, mas isso dependerá de como enxergamos as coisas ao nosso redor

4 – Ao vir para a escola você já reparou no mundo ao seu redor? Que imagens ou atitudes te fazem sentir-se feliz como a autora? 
]Resposta pessoal
5  
Com base no texto lido, é CORRETO afirmar que a autora:
(A) reflete, através de um texto poético, sobre a felicidade que existe nas pequenas coisas cuja percepção depende da nossa capacidade de olhar.
(B) aborda sua própria experiência de vida, que se apresenta repleta de coisas banais, sem grande importância poética.
(C) defende a ideia poética de que quem tem um jardim em casa tem uma maior probabilidade de ser feliz em função da beleza das flores.
(D) apresenta uma visão poética com olhar infantil, já que se refere a gato, pardal, galo, avião e a personagens de Lope de Vega.
(E) narra uma experiência poética vivida no Nordeste brasileiro, caracterizada pelas expressões “jardim quase seco”, “época de estiagem” e “terra esfarelada”.

6 - Considerando-se o texto acima com relação ao gênero literário, assinale a opção CORRETA.
(A) Trata-se de um soneto, composição poética de 26 linhas e 14 versos, dispostos em dois quartetos e dois tercetos.
(B) Pertence ao gênero lírico, pois expressa sentimentos, emoções, desejos, conhecimentos, enfim, uma visão de mundo de alguém.
(C) Pode ser considerado como uma epopeia, pois narra um grande feito histórico da autora, destacando sua bravura.
(D) Possui as características de um romance, uma vez que aborda os sentimentos de uma mulher apaixonada pela vida.
(E) Caracteriza-se como uma fábula, pois narra uma história em que as personagens são seres não humanos personificados, encerrando com uma lição de moral.

07. Assinale a opção que apresenta sinônimos para as palavras “estiagem”, “aspersão” e “espessas”, considerando-se o contexto no qual foram empregadas.
(A) fome; neblina; opacas.      (C) seca; dispersão; sólidas.   ( E) seca; respingo; densas.
(B) poeira; borrifo; grossas.    (D) estalagem; diversão; azuis.

08. Com relação à acentuação da palavra “época” assinale a opção CORRETA.
(A) É acentuada porque se trata de paroxítona terminada em “a”.
(B) É acentuada porque se trata de oxítona terminada em “a”.
(C) É acentuada porque se trata de palavra proparoxítona.
(D) Trata-se de um acento diferencial, usado para diferenciá-la da palavra “epoca”.
(E) Não é acentuada porque todos conhecem a sua pronúncia cujo timbre é aberto (é).

09. Assinale a opção CORRETA quanto à classe morfológica da palavra “completamente”.
(A) Advérbio. (B) Adjetivo. (C) Verbo. (D) Substantivo. (E) Pronome.

10. Assinale a opção que apresenta o tempo verbal CORRETO da palavra “abria”.
(A) Pretérito perfeito.      (C) Pretérito mais-que-perfeito.  (E) Futuro do presente.
(B) Pretérito imperfeito. (D) Futuro do pretérito.

11. Considerando-se os estudos semânticos, a opção que contém duas palavras antônimas é:
(A) Avisto crianças que vão para a escola.
(B) Pardais que pulam pelo muro.
(C) Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
(D) Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
(E) Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

12. A conjunção “mas” cumpre semanticamente uma função:
(A) Explicativa.  (B) Conclusiva.  (C) Aditiva.  (D) Adversativa.  (E) Alternativa.

13. Nas palavras “olhava” e “plantas”, tem-se a seguinte sequência de letras e fonemas, respectivamente:
(A) 6 – 5; 7 – 7.     (B) 6 – 6; 7 – 6.      (C) 5 – 6; 7 – 6.    (D) 5 – 6; 6 – 7.   (E) 6 – 5; 7 – 6.

14. No trecho “...para poder vê-las assim”, o termo em destaque retoma a expressão:
(A) “pequenas felicidades certas”.        (C) “minhas janelas”.           (E) “aprender a olhar”
(B) “cada janela”.                                    (D) “outros”.                           

15. A palavra “giz” está grafada corretamente. Assinale a opção que apresenta uma palavra cuja escrita esteja ortograficamente INCORRETA.
(A) Atraz. (B) Traz (C) Fiz. (D) Lis. (E) Cartaz.

16. De acordo com a estrutura composicional, como esse texto foi escrito?
Em parágrafos

17. Cada texto que escrevemos se enquadra em um gênero. Isso devido às suas características estruturais, como também, principalmente, pela sua função social. Após a leitura do texto de Cecília Meireles, informe a qual gênero ele pertence.
Crônica


terça-feira, 14 de março de 2017

Leitura e Interpretação de Texto - 06/03/2017



Redemption Song
Old pirates, yes, they rob I
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I
From the bottomless pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Won't you help to sing
These's songs of freedom?
'Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand outside and look
Some say it's just a part of it
We've got to fulfill the book



Won't you help to sing
These's song of freedom?
'Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs
Redemption songs

(Guitar break)

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our mind
Wo! Have no fear for atomic energy
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it
We've got to fulfill the book



Won't you help to sing
These's song of freedom?
'Cause all I ever had
Redemption songs
All I ever had
Redemption songs
These songs of freedom
Songs of freedom


Canção da Redenção
Velhos piratas, é, eles me roubaram
Me venderam para os navios mercantes
Minutos depois deles
Me tirarem do porão sem fundo
Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso
Seguimos nessa geração
Triunfantemente


Você não vai ajudar a cantar
Mais uma canção de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Canções de redenção

Emancipem-se da escravidão mental
Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente
Não tenha medo da energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas
Enquanto ficamos parados olhando? uh!
É, alguns dizem que é só uma parte disso
Temos que completar o livro

Você não vai ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Canções de redenção
Canções de redenção

(Guitarra)


Emancipem-se da escravidão mental
Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente
Úh! Não tenha medo da energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas
Enquanto ficamos parados olhando?
É, alguns dizem que é só uma parte disso
Temos que completar o livro


Você não vai ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Tudo que já tive
Canções de redenção
Essas canções de liberdade
Canções de liberdade


Dizem que quando um cisne pressente a proximidade de sua morte ele emite um lindo e melodioso canto, sendo este o último gorjeio da ave, o “canto do cisne”. “Redemption Song” é considerada o “canto do cisne” de Bob Marley. Ao contrário da maioria de suas músicas, esta teve somente um solo acústico com o próprio Marley cantando e tocando seu violão.
Quando Marley escreveu a canção, por volta de 1979, ele já havia sido diagnosticado com câncer, o que mais tarde viria a matá-lo. De acordo com sua esposa, “ele já estava sentindo fortes dores, uma característica que é evidente no álbum, especialmente nesta canção”.
A letra da canção é derivada do discurso do ativista jamaicano Marcus Garvey, considerado um dos maiores ativistas da história do movimento nacionalista negro. Garvey foi o principal idealista do movimento de “volta para a África”. Na realidade ele criou um movimento de profunda inspiração para que os negros tivessem a “redenção” da África, e para que as potências coloniais européias desocupassem a mesma.

A palavra redenção é rica de significados. Segundo o Aurélio, redenção significa remir que significa salvar, libertar, livrar, resgatar, reabilitar, fazer esquecer, expiar, pagar, indenizar, compensar, reparar. fala de como os negros foram trazidos da África para as Américas e sobreviveram ao cativeiro e transcederam sua condição miserável criando uma cultura poderosa. A música dos negros de todas as Américas e sua importância em tudo que se fez em música depois dela dá o que pensar. Como povos destruídos, com seus poucos indivíduos sobreviventes massacrados e privados das condições mínimas que permitem que nos identifiquemos como seres humanos, vindos de culturas muito diferentes, reagrupados num outro continente sob o título genérico de negros, foram capazes de mesmo depois de séculos de opressão, durante esse tempo e depois dele até hoje, criar e manter viva essa música. Eu não sei a explicação, mas a palavra redenção me diz muito a esse respeito. Sabemos que tudo começou no lamento solitário desse homem escravizado e também nos momentos de alegria e festa que mesmo nessas condições o homem é capaz de criar. E a grande mistura entre esses povos negros oprimidos e os povos ameríndios igualmente oprimidos e as várias culturas europeias, gerou uma música cuja história se confunde com o surgimento das novas tecnologias e os meios de comunicação de massa e os primórdios do que hoje se chama de globalização. Sabemos que esse homem escravizado, desterrado, humilhado, literalmente tratado como animal de trabalho, não tinha nada. Mas sua essência de homem prevaleceu. Quando a voz humana se une à música surge algo único. Com palavras, ou sem elas, em qualquer língua, compreensível ou não para o ouvinte, sua capacidade de criar empatia, de ecoar na alma de quem ouve e de quem canta, é única. Nascemos com ela. Cada pessoa traz consigo esse instrumento único. Ela é o instrumento e o instrumentista ao mesmo tempo. Não existem duas vozes iguais assim como não existem impressões digitais iguais. Ao mesmo tempo, a voz de uma pessoa cantando uma canção pode encarnar o sentimento de muitas e muitas pessoas cantando juntas se tornam uma só voz.  

Revisão Básica - 2ª atividade 08/03/2017

Revisão Básica – SUBSTANTIVO, ADJETIVO, ARTIGO        08/03/2017

1 - Identifique os substantivos presentes nas frases.
a. Os cabelos soltos caíam-lhe sobre a testa.
b. João agradeceu o convite.
c. A cada dia eu ficava mais alegre.
d. A festa na casa de Rodrigo foi barulhenta.
e. Fortaleza é uma bela cidade.
f. A tristeza se estampava no seu sorriso.
g. A discussão foi muito animada.
h. Meus tios combinaram a pescaria.
i. O preso denunciou os comparsas.
j. Ele me deu vontade de rir.
 k. Sentia angústia com o trânsito.
 l. A neve era artificial.
m. Levei um susto com o caminhão.
n. Os vizinhos ouviram alguns latidos.
o. O baralho foi jogado no lixo.
p. “À medida que ouvia aquela conversa, ia vermelhando de raiva.” (Sérgio Capparelli)
q . “Beto recebeu a sacola e prendeu-a ao peito. Seu coração pulsava forte.” (Caio Porfírio Carneiro)

2 - Classifique os substantivos destacados em concretos ou abstratos.
a. Foi feita uma boa limpeza (A) no jardim(C).
b. A saudade(A) dos pais(C) era revelada pelas lágrimas(C).
c. O fogo(C) alastrou-se pela mata(C).
d. A saída(A) dos alunos(C) foi tumultuada.
e. O saci(C) brincou toda a noite(C) no meio da floresta(C).
f. A euforia(A) dos torcedores(C) animava os jogadores(C).
g. O ânimo(A) do aluno(C) era evidente.
h. “Para chegar até a casa(C), tivemos de passar por uma trilha(C) cheia de buracos(C) e pedras(C).” (Sérgio Capparelli)

3 -  Com as palavras abaixo forme substantivos abstratos. Modelo: bom — bondade


a)     mau - maldade
b)    nobre - nobreza
c)     frio - frieza
d)    pobre - pobreza
e)     amigo - amizade
f)     tolo - tolice
g)    rico - riqueza
h)     feliz - felicidade
i)      esperto - esperteza
j)      simples - simplicidade
k)  rápido - rapidez



4 - Forme um substantivo derivado de cada primitivo abaixo.


a)     chuva - chuveiro
b)    casa - casebre
c)     flor - florista
d)    carro - carroça
e)     folha - folhagem
f)     desenho - desenhista
g)    ferro - ferreiro
h)     máquina - maquinista



5 - Classifique os substantivos abaixo em: comum ou próprio, concreto ou abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto.
a)     carta - C, C, S, P
b)    amor - C, A, S, P
c)     floresta - C, C, S, D
d)    felicidade - C, A, S, D
6 - Complete as frases usando adequadamente os coletivos abaixo.

álbum — flora — ramalhete — revoada — fauna - biblioteca — resma — junta — elenco

a. Os estudantes brasileiros precisam de muita leitura e poucas são as BIBLIOTECAS que funcionam.
b. Retiraram quase todas as fotografias daquele ÁLBUM.
c. Na FLORA brasileira existem plantas raríssimas.
d. O tema da peça é ótimo e sobre o seu ELENCO não há o que discutir: somente bons atores.
e. Como o seu problema de saúde era muito delicado, foi necessária uma JUNTA médica.
f. Ofereceram-lhe como presente um RAMALHETE de rosas vermelhas.
g. Muitas espécies da FAUNA brasileira estão em extinção.
h. Foram compradas três RESMAS para a publicação do jornalzinho da escola.
i. Foi uma linda REVOADA de andorinhas nos céus daquela cidade.

7 - Identifique o artigo e faça uma flecha indicando a que substantivo ele se refere.
a. O livro era bonito: uma capa interessante e as ilustrações muito coloridas.
b. Um certo feiticeiro encantou o coração da menina.
c. Ele fazia figa, cruzando os dedos dentro dos bolsos.
d. Se a mãe estivesse perto, daria uma solução para o problema.
e. Uma mulher bem falante atrapalhou o espetáculo de dança.

8 - Retire os adjetivos do trecho que segue.
“Palavras são feito gente, tem de todo jeito: bonitas, feias, gordas, magras, simpáticas, antipáticas, sérias, engraçadas, alegres, tristes, todo jeito. Beto diz que a gente aprende tudo com as palavras, mas para isso é preciso a gente gostar delas feito a gente gosta das pessoas.” (Luiz Vilela)


9 - Os adjetivos do trecho anterior referem-se a que substantivo?
PALAVRAS